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sábado, 30 de agosto de 2014

Requisitos para a Adoração a Deus no VT e NT

Requisitos para a Adoração a Deus no VT e NT










SUMÁRIO
INTRODUÇÃO ............................................. 07
1 – CONTRUÇÃO DO TABERNÁCULO ....... 08
2 – OS UTENSÍLIOS ................................... 10
3 – RITUAL DE CULTO
3.1 – NO VELHO TESTAMENTO .......15
3.2 – NO NOVO TESTAMENTO ......... 17
4 – FUNÇÃO DO SACERDOTE ...................... 19
5 – O POVO LEVÍTICO– ESCOLHA E SEPARAÇÃO DAS DEMAIS TRIBOS ....................................................................... 20
6 – INSTRUÇÃO DA LEI (PALAVRA) ........... 22
7 – CULTO ATUAL ........................................ 23
CONLUSÃO .................................................... 24
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA ...... 25

I – CONTRUÇÃO DO TEMPLO
Deus queria definitivamente habitar no meio do Seu povo. “E me farão um santuário para que eu habite no meio deles”(Ex 25.8). Para isso Deus convocou Moisés ao cume do Monte Sinai para dar-lhe as instruções de como seria construído o Seu Tabernáculo e mostrar-lhe o Seu protótipo. Este deveria localizar-se em um lugar estratégico: no centro do Arraial de Israel.
Moisés passou durante quarenta dias e quarenta noites em comunhão com Deus no cume do monte Sinais e juntamente com o protótipo do Tabernáculo, Deus entregou a Moisés também as tábuas da Lei com os dez mandamentos e as leis civis e cerimoniais.
O Tabernáculo deveria estar no centro do arraial, num lugar onde pudesse estar sempre visível e patente para todo o povo, tendo em vista anuncio profético de seu Filho. O Tabernáculo havia sido feito de tal maneira que toda a congregação poderia enxergar constantemente a nuvem e a coluna de fogo que evidenciaria a presença de Deus.
“Sobre o Tabernáculo, FEITOSA (2009) diz:
Uma tenda de panos, lona, peles, madeira, pedras, metais e objetos puramente materiais. Coisas de homem. Mas extremamente sobre-humana. Profundamente simbólica e profética, mas ao mesmo tempo tão daqui, visível, palpável e simples. Os misticismos morriam ali. A idolatria se apagava. A razão se dobrava. O Tabernáculo fala por si mesmo, fazendo o encontro entre a terra e o céu, o homem e Deus. o abraço do filho e o beijo do Pai – a roupa nova, as sandálias, o anel, o novilho cevado e o banquete do seu amor. Na verdade, o Tabernáculo era o inicio de uma epopéia divina, de cmo Ele nos poderia reencontrar, e conosco habitar para sempre. No passado, presente e futuro dos homens, Deus nos aponta a eternidade”.
(FEITOSA, 2009, A Tenda da Revelação, O TABERNÁCULO, pg. 20)
A organização e divisão das tribos girava em torno do Tabernáculo. Assim, cada tribo ficava ao lado do pátio externo, acamparam-se três tribos em 3 (Mc:2), mas a tribo de Levi, ou os Sacerdotes, dividiam-se entre os 4 lados e o plano de Deus foi de colocar os seus ministros em local perfeitamente acessível para todos.
O Tabernáculo tinha sua característica peculiar de ser desmontável. Isso lhe permitia ser conduzido de um lugar para o outro, para o honroso trabalho de cuidar e transportar, foram escolhidos a família de Gérson, coate e Merari. Os Gernonitas param atrás do Santuário (Ocidente) cuidaram do exterior da Tenda, como vigias. Os Coatitas ao Sul, responsável pelo cuidado da Arca, mesa, do candelabro e todos os vasos sagrados. Os Meraritas ao norte, conservava e transportava as tatsiras, travessas, colunas, cordas estacas bases.
I.1. – A TENDA QUE COBRIA O TABERNÁCULO
A cobertura do Tabernáculo ou Tenda da congregação (Ex. 26:7-14) foi feita com onze cortinas de crina de cabra para que sirva de cobertura para a morada; o comprimento de cada cortina era de quinze metros, e dois de largura. A armação foi feita de 48 tábuas de madeira de Acácia recoberta de ouro puro, com 2 bases de prata e se unia as demais tábuas por meio de cinco barras. O teto plano consistia em uma cortina de vinho fino com finos bordados de figuras de querubins em azul, purpura e carmesim (26:1-6; 36:8).
A coberta do exterior era de peles de texugos ou focas; depois dentro uma crina de cabras que era branca e de carneiro tinta de vermelho. A coberta interna era uma cortina de linho fino retorcido em cores azul, púrpura e carmesim com figura de querubins.
I.2 – O TABERNÁCULO E SUAS DIVISÕES
O Tabernáculo se dividia em duas câmaras: A entrada ficava para o Oriente conduzia ao Lugar Santo: esta tinha a medida nove metros. No interior deste estava Santos dos Santo ou Lugar Santíssimo. Entre estes dois compartimento havia um véu de linho com desenho de cor azul, púrpura e carmesim, adornado com figura de querubins.
I.3 – A EDIFICAÇÃO CONSTRUÇÃO DO TEMPLO
Depois de muito tempo após a construção do Tabernáculo, o Rei Davi percebeu a necessidade de se construir um Templo definitivo para Deus. Um Templo que refletisse pudesse refletir a Glória de Deus. Depois que Davi termina a edificação da Casa do Rei e tem o projeto do Templo, Deus interviu dizendo que seria seu filho Salomão, e não ele quem edificaria o Seu Templo.
O Templo de Salomão então constrói o Templo (1 Rs 6:37), e este realmente não deixou a desejar nem em estrutura nem em glória. Foiconsiderado uma das sete maravilhas do mundo antigo, ao ponto de virem reis de todos os cantos para comtemplarem sua beleza.
CAPÍTULO 2
II – OS UTENSÍLIOS
Para que o sacerdote fizesse o serviço sacerdotal pelo povo, Deus exigiu que se fizessem os seguintes utensílios para o Tabernáculo:
I.1 – ALTAR DO HOLOCAUSTO
Deus ordenou a Moisés que construísse um altar para se oferecerem os sacrifícios, que serviriam para cobrir os pecados de todo o povo. A palavra altar no hebraico quer dizer: lugar de sacrifício. E morte vicária significa morte no lugar de outrem, ou seja, a morte do animal funcionava como um substituto.
Dessa forma, primeiro o sacerdote oferecia o sacrifício por ele, para santificar-se, depois de purificado, oferecia o sacrifício pelos pecados de todo o povo. O altar ficava diante da entrada do Tabernáculo, nesse o lugar se fazia os primeiros serviços sacerdotais. Almeida ao descrever o altar do holocausto, assim expressa:
A Bíblia o descreve assim: Farás um altar de madeira de acácia. Será quadrada e terá dois metros e meio de comprimento e de largura, e um metro e meio de altura. Dos quatro cantos do altar farás sobressair pontas e o revestirás de bronze. Farás vasos para as cinzas do altar, pás, aspersórios, garfos e braseiros, utensílios todos de bronze. Farás uma grelha de bronze em forma de rede, e nos seus quatros ângulos porás quatro argolas de bronze. Colocarás sob a cornija do altar, de modo que fique a meia altura. Farás varais para o altar, varais de madeira de acácia, e os revestirás de bronze. Os varais serão enfiados nas argolas, e ficarão de ambos os lados do altar, quando este for transportado. Farás o altar de tábuas, oco por dentro, exatamente como te foi mostrado no monte”. (ALMEIDA, 2001, p.37).
Em todo o tempo, o altar não tinha um fim em si mesmo, mas apontava para a morte vicária de Cristo, que é o perfeito e completo sacrifício pelos pecados de toda a humanidade que não apenas cobria os pecados, mas tirava de uma vez por todas. E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas, também, pelos de todo o mundo”.(1 Jo 2:2) “No dia seguinte, João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1:29).
Neste altar, todas as ofertas que eram feitas eram as chamadas ofertas queimadas, que ascendia a Deus, e este as recebia. Da mesma forma Deus recebeu o sacrifício de Jesus, resultando em redenção para nós.
I.2 – BACIA DE BRONZE
Entre as especificações que Deus dá a Moisés sobre os utensílios para o Tabernáculo, está a Bacia de Bronze. A descrição das medidas e formas da bacia, não é mencionada, nem como era carregada. A Bacia de Bronze se localizava logo à entrada do Tabernáculo. A bacia (ou pia) foi feita com espelhos das mulheres que velavam á porta do Tabernáculo (Ex. 38:8). “Seus pequeninos e delicados espelhinhos, incrustados em madeira ou metal artisticamente trabalhado, eram feitos do bronze batido, depois polido ao extremo, até produzirem um brilho singular” (FEITOSA, Reuel,2009, A Tenda da Revelação, o Tabernáculo pg 53).
A bacia de bronze era utilizada pelo sacerdote para lavar as mãos e os pés cada vez que fossem oficializar no altar ou dentro da tenda. “Aquelas águas era purificadoras e o preparavam para entrar no Lugar Santo” (FEITOSA, 2009, pg 54).
I.3 – A MESA DOS PÃES DA PROPOSIÇÃO
Esta mesa media um metro de comprimento, cinqüenta centímetros de largura, e setenta e cinco de altura. Era feita de madeira de acácia e revestida toda de ouro, ricamente trabalhado. A mesa tinha uma borda de ouro “como uma coroa, indicando a sua realeza” (FEITOSA, 2009, pg 59).
Sobre ela estavam duas taças de ouro contendo incenso perfumado e doze pães dispostos em duas fileiras de seis, representando as doze tribos de Israel. “Paes grandes, enormes, já que se gastavam pelo menos quatro litros de farinha para prepará-los (Ex 25:23-30)”. (FEITOSA, 2009, pg 57).
Sobre a Mesa dos pães da Proposição, Feitosa diz:
Aquela mesa dourada prenunciava o Maior Banquete de todos os tempos. O Cordeiro de Deus imolado, “levantado” sobre a Cruz. E Seu sangue precioso derramado sobre o lenho verde. Muito mais precioso do que o ouro depurado, desceria sobre aquela madeira forte, rija, como a madeira de acácia. Seu próprio corpo se tornaria o Pão da Vida. (FEITOSA, 2009, pg 58).
Referindo-se ao Seu próprio corpo, Jesus disse: “Eu sou o pão que desceu do céu”. “O verdadeiro pão do céu é meu Pai que vos dá. Porque o pão de Deus é o que desce do céu, e dá vida ao mundo” (Jo 6.32-33). Os sacerdotes os colocavam na sexta à noite, comiam desses pães todos os sábados, e logo repunham no mesmo dia.
1.4 – O CANDELABRO
Assim como os outros utensílios, Deus ordenou a Moises que se fizesse o Candelabro “conforme o modelo que lhe mostrei no monte” (Ex 25.40). Como O candelabro, também chamado de Menorah, era feito totalmente com ouro batido, chegava a pesar trinta e quatro quilos. Ficava localizado ao lado esquerdo (para quem entrava) do Santuário.
O Senhor descreve como deveria ser feito o Candelabro:
“Também farás um castiçal de ouro puro; de ouro batido se fará este castiçal: o seu pé, as suas canas, os seus copos, as suas maçãs e as suas flores, serão do mesmo. E dos seus lados sairão seis canas; três canas do castiçal de um lado dele, e três canas do castiçal do outro lado dele. Numa cana haverá três copos a modo de amêndoas, uma maçã e uma flor; e três copos a modo de amêndoas na outra cana, uma maçã e uma flor: assim serão as seis canas que saem do castiçal. Mas, no castiçal mesmo, haverá quatro copos a modo de amêndoas, com as suas maçãs e com as suas flores; E uma maçã debaixo de duas canas que saem dele; e ainda uma maçã debaixo de duas outras canas que saem dele; e ainda mais uma maçã debaixo de duas outras canas que saem dele; assim se fará com as seis canas que saem do castiçal. As suas maçãs e as suas canas serão do mesmo; tudo será de uma só peça, obra batida de ouro puro”. (Ex 25.31-36)
No Lugar Santo não havia janelas, nem brecha alguma para que houvesse luz exterior, a iluminação dependia totalmente do candelabro de Ouro. O candelabro indica a iluminação e direção do Espírito Santo e tipifica Jesus, como diz as palavras do próprio Mestre: “Eu sou a luz do mundo, quem me segue não andará nas trevas, pelo contrario, terá a luz da vida” ( Jo 8:12). Este, também alude à Igreja de Cristo na terra, que como luz, brilha em um mundo perdido nas trevas. Jesus nos iluminou e devemos através de nossas boas obras glorificarmos o nosso Pai que está no céu (Mt 5:16).
I.5 – O ALTAR DO INCENSO
O altar de incenso ficava diante do terceiro véu; às bordas do Santo Lugar, nos limites do Santo dos Santos. “Porás o altar defronte do véu, que está diante da Arca do Testemunho, diante do Propiciatório que está sobre o Testemunho, onde me avistarei contigo” (Ex 30.6).
Ele era feito de madeira de acácia, revestida em ouro por dentro e por fora. Tinha cinqüenta centímetros em cada um dos seus lados, e um metro de altura.
O Incenssário simboliza a nossa oração e adoração subindo ao Céu e Deus a recebendo. Este altar também é antítipo de Cristo como nosso intercessor. A madeira revestida de ouro, mais uma vez, reflete à humanidade de Jesus revestida de glória. O nosso intercessor se identificou conosco. Entendendo as nossas limitações e fraquezas profundamente, além das tentações que nos sobrevêm.
I.6 – A ARCA DA ALIANÇA
Para que culto a Deus fosse feito no deserto, Deus também ordenou a Moisés que construísse a Arca da Aliança. A Arca era uma peça feita de madeira de acácia e revestida de ouro por dentro e por fora. Ela se localizava no interior do Santíssimo Lugar. Media 125 centímetro de comprimento por 75 centímetro de largura e 75 de altura. Sobre a Arca ficava o propiciatório com os querubins da glória. Ela representa a base do trono de Deus. A madeira simboliza a humanidade de Jesus, e o ouro a sua divindade. A arca possuía quatro argolas, este fato indica que a mensagem de Deus não é estagnada, nem presa a um lugar, antes, está pronta para mover-se a todo lugar. Além desse dinamismo, indica que existe uma maneira especial – santa – para que se possa levá-la.
A arca tipifica a presença de Deus com o seu povo, pois ali Deus falava com Moisés, como diz Êxodo 25:22: “E ali virei a ti, e falarei contigo de cima do propiciatório, do meio dos dois querubins (que estão sobre a arca do testemunho), tudo o que eu te ordenar para os filhos de Israel”.
Outros aspectos que deviam ser observados na Arca são os objetos que deveriam ser colocados dentro dela:
1.6.1 – AS TÁBUAS DA LEI
Dentro da Arca, deveriam ser postas, as tábuas da Lei: Na Arca porás o documento da aliança que te darei. (Ex 25:16). Elas simbolizam a Palavra de Deus, que desde o principio foi revelada. Nela está a sustentação e a condução da vida humana. Jesus cumpriu toda a lei e hoje pela fé em Cristo alcançamos a salvação (Gl 2:16). Nas tábuas da Lei continha a vontade de Deus para com o seu povo, e aponta para o crente (Jr 31:33).
1.6.2 – A VARA DE ARÃO
A vara de Arão florescida (encontrada em Nm 17:1-11) reflete a ressurreição de Cristo e um ministério bem sucedido que dá flores e frutos. Também faz alusão à autoridade que Deus dá aos homens escolhidos por Ele para realizar a Sua Obra no meio do povo, como vemos na ocasião em que a vara floresceu.
1.6.3 – O MANÁ
Dentro da Arca deveria estar também o maná. O maná era a provisão que Deus dava à todo o povo, dia após dia no deserto. O maná presente na Arca de Deus demonstra o compromisso perpétuo de Deus para com Seu povo de sustentá-lo e de provê-lo em tudo. “Esta é a palavra que o Senhor tem mandado: Encherás um ômer dele (do maná) e guardá-lo-ás para as vossas gerações, para que vejam o pão que vos tenho dado a comer neste deserto, quando eu vos tirei da terra do Egito”. (Ex 16:33).
I.7 – O PROPICIATÓRIO
O propiciatório foi feito todo em ouro, de acordo com a ordem expressa de Deus à Moisés. A palavra: “propiciatório”, remete-nos a idéia de um lugar onde Deus nos é propício, favorável. “E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo” (1 Jo 2:2).
Em cima do propiciatório estavam esculpidos dois anjos de ouro maciço. Um “olhando” para o outro. Deus habitava entre os querubins. Sobre eles estava o Shekinah de Deus.
CAPÍTULO 3
III – RITUAL DE CULTO
III.1 – NO VELHO TESTAMENTO
O ritual de culto no Velho Testamento pode causar certa estranheza para o cristão dos dias atuais que está tão familiarizado com o culto que prestamos semanalmente a Deus. Por isso, antes de aprofundarmos nos rituais e cerimônias religiosas vetereotestamentária, é necessário que nos recordemos que o ritual de culto na Velha Aliança não tinha fim em si mesmo, antes seu propósito final era de apontar para o sacrifício perfeito de Cristo.
O ritual de culto no Velho Testamento tem como característica principal, o sacrifício. Segundo Pr. Renê Pereira Feitosa, “o culto no Velho Testamento era sanguinolento”. É o que a Palavra nos afirma em Hb 9:22:E quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e, sem derramamento de sangue, não há remissão de pecados”.
A idéia de culto no Velho Testamento era a idéia de serviço. Tanto é que no inglês a palavra utilizada para culto é serviço, ou seja um serviço prestado a Deus. O culto era um lugar onde o homem pecador tinha a oportunidade de se concertar com o Deus Santo.
O aspecto central de toda a simbologia ritualística do culto tinha por base o sacrifício para cobrir as transgressões do pecador. O sacrifício funcionava como um substituto da culpa. Também existiam outros tipos de ofertas para o Senhor, como veremos adiante.
Em todas as ocasiões, independente do tipo de sacrifício, as oferendas a Deus não eram podiam ser feitas diretamente pelo povo, mas eram ministras por um sacerdote da descendência de Arão que funcionava como um mediador.
Eis os seguintes tipos de sacrifícios a Deus:
III.1.1 – A OFERTA QUEIMADA (HOLOCAUSTO)
Nesse sacrifício era ofertado um animal sem defeito, podendo ser um boi, carneiro, pombinho (para os pobres). Eles deveriam ser totalmente queimados no Altar.
Seu propósito era de um ato de adoração voluntária a Deus, expiação pelos pecados involuntários em geral, expressão de devoção, compromisso e entrega completa a Deus.
III.1.2 – A OFERTA DE CHEIRO SUAVE OU DE MANJARES
Nesta oferta, oferecia-se produtos originários da terra como: grão, flor de farinha, azeite de oliveira, bolo assado, sal, tudo sem fermente e mel. Provavelmente acompanhava a oferta de holocausto ou pacífica. Uma porção pequena era queimada e a outra parte pertencia ao sacerdote. Nesta oferta era reconhecido a bondade de Deus e a provisão.
III.1.3 – SACRIFÍCIOS DE PAZ OU PACÍFICO
Era uma oferta voluntária e maior parte do animal era comida pelo ofertante num banquete entre Deus e o homem. Aceitava-se outros animais limpos de ambos os sexos. O sangue era espargido sobre o altar e os rins e a gordura eram queimados. Metade do peito do animal e a espádua ficavam para o sacerdote. O restante, o ofertante comia num banquete, convidando órfãos, viúvas e pobres. Demonstrando o amor e a comunhão.
Este sacrifício visava mais a comunhão e reconciliação de Deus com o homem. Deus oferecia o banquete. Três eram os motivos desse sacrifício: primeiro: Ação de graças, visando agradecimento a Deus por alguma benção. Segundo, para se cumprir um voto feito a Deus e terceiro, uma oferta voluntária que representa o amor dele para com Deus.
III.1.4 – SACRIFÍCIOS PELO PECADO
Este sacrifício era feito pelo pecado de ignorância ou pecado especifico do ofertante. Para cada categoria social, Deus exigia um animal. No caso de o sacerdote ou todo o povo pecar, espargia-se o sangue do animal sete vezes diante do véu no lugar santo do tabernáculo.
Como este sacrifício era para expiação de uma falta cometida pelo ofertante, o mesmo não podia se alimentar dela. Porém uma parte ficava ao sacerdote oficiante, como sinal de que o pecado foi perdoado. Ela era oferecida fora do arraial.
III.1.5 – SACRIFÍCIOS POR TRANSGRESSÃO
Em Lv 5:1-7 e 7:1-7 encontramos referências ao sacrifício por transgressão. Este tipo de sacrifício era feito revela a necessidade de confissão: “Será, pois, que, culpado sendo numa destas coisas, confessará aquilo em que pecou” (Lv 5:5). Segundo Levítico 6:7, o pecador deverá restituir se houver roubado em vinte por cento acrescido ao valor. A restituição ocupa um lugar importante neste contexto.
III.1.6 – O DIA DA EXPIAÇÃO
O sistema de ofertas, que revelava o caminho à Deus por meio de sacrifícios, encontra seu clímax no dia dez do sétimo mês, no chamado Dia da Expiação. Neste dia o sumo sacerdote, entrava sozinho no santuário e sacrificava um novilho como oferta pelo pecado e um carneiro como oferta queimada. Depois tomava dois bodes e lançava sorte para saber qual deles deveria ser sacrificado como oferta pelo pecado e qual seria o bode emissário, que seria enviado ao deserto pelos pecados do povo.
Primeiro o sumo sacerdote sacrificava um novilho por si próprio e sua família. Depois impunha as mãos sobre o bode emissário e confessava todos os pecados da nação, como expiação. Dessa forma todos os pecados do povo eram perdoados. E com a aspersão do sangue no altar e no Tabernáculo, este era purificado. Os pecados era levado pelo bode emissário ao deserto, uma terra solitária, onde nunca poderia ser encontrado, porque não havia ninguém para os procurar.
III.2 – NO NOVO TESTAMENTO
A igreja primitiva herdou grande parte de sua liturgia e costumes de culto das antigas sinagogas judaicas. Os judeus cultuavam a Deus no shabat, que era o dia separado ao Senhor: equivalente ao nosso sábado. Todos os sábados, havia momentos de louvores em que se cantavam Salmos à Deus, como se diz no Salmo 100:4 “Entrai pelas portas dele com louvor, e em seus átrios com hinos: louvai-o e bendizei o seu nome”.
Logo após havia a leitura da Lei, e logo após um rabino ou um judeu explicava a leitura feita naquele dia. Como o sacrifício somente poderia ser feito no Templo, nas sinagogas não era oferecidos sacrifícios.
Houve grandes mudanças no culto no Novo Testamento em comparação com o Velho Testamento, porque Jesus cumpriu a Lei. Não havia mais necessidades de sacrifícios que cobriam temporariamente as culpas dos transgressões; Jesus o Cordeiro de Deus foi a propiciação completa pelos nossos pecados. Os nossos pecados foram todos removidos por Cristo na Cruz, assim Deus foi glorificado em Cristo, salvando a humanidade.
Apenas duas novas ordenanças foram deixadas por Jesus: o batismo nas águas e a Ceia do Senhor, que funcionaria como Memorial do Seu sacrifício. “E, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei: isto é o meu corpo, que é partido por vós; fazei isto em memória de mim”.“Porque, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálix, anunciais a morte do Senhor, até que venha” (1Co 11:24,26).
No Novo Testamento, Deus nos convida diariamente a nos oferecermos como oferta agradável a Ele, a tomarmos nossa cruz dia após dia e segui-Lo. A oferta é a nossa própria vida e o Altar é o nosso coração. O Templo é o nosso corpo. Hoje o Espírito Santo (e a Shekinah) habita dentro de nós.
O culto que o Senhor espera receber hoje é o nosso culto racional (Rm 12:1), a nossa vida diariamente honrando o Nome do Senhor, e isto só é possível o precioso Sangue do Cordeiro de Deus, que nos torna propício a Deus.

CAPÍTULO 4
IV – FUNÇÃO DO SACERDOTE
O sacerdote exercia seu ministério servindo ao povo de Israel e a Deus. Sua função era servir. Servir ao povo na função de intercessor diante de Deus e à Deus na função de proclamador da mensagem de Deus ao povo.
IV.1 – SERVIÇO EM PROL DO POVO DE DEUS
A função do sacerdote era de mediar entre o povo e o Senhor. O homem não tem capacidade de se achegar diretamente diante de Deus, por isso Deus precisou designar um representante que seria por Ele separado e santificado. Deus separa Arão e sua linhagem para ser a linhagem sacerdotal e ministrar perante o povo de Israel: “Depois tu farás chegar a ti teu irmão Arão, e seus filhos com ele, do meio dos filhos de Israel, para me administrarem o ofício sacerdotal; a saber: Arão, Nadabe, e Abiú, Eleazar e Itamar, os filhos de Arão” (Ex 28:1, Ex. 3:15,16)
Era função do sacerdote, oferecer ofertas em favor de todo o povo perante Deus no Tabernáculo. Dentre os ofícios que cabiam aos sacerdotes estavam: A páscoa, a oferta queimada, o oferta de cheiro suave ou de manjares, os sacrifícios de paz, os sacrifícios pelo pecado, sacrifícios por transgressão e por último o dia da expiação.
“O sacerdote vinha dentre o povo e movia-se no meio do povo. É como se o próprio Deus ali estivesse, e o povo fosse aprendendo a conhecer, receber e aceitar o Deus santo através da vida e testemunho do sacerdote. Na verdade a essência do sacerdote é a santidade”. (FEITOSA, 2009, pg. 76).
IV.2 – A SERVIÇO DE DEUS
Ao sacerdote estava a incumbência revelar a Santidade de Deus. Mais do que apenas através do ensino da Torah, ele foi chamado para revelá-la com a vida. “O Sacerdote é o profeta do povo. Mais que profetas, eles incorporam a mensagem de Deus para o povo. Eles a trazem em si, dentro de si, compartilhando para fora de si. Eles são a mensagem viva, ambulante para o povo”. (FEITOSA, 2009, pg. 76).
CAPÍTULO 5
V – O POVO LEVÍTICO: – ESCOLHA E SEPARAÇÃO DAS DEMAIS TRIBOS
V.1 – A ESCOLHA
O Senhor falou com Moisés no deserto de Sinai, na tenda da congregação, no segundo ano após a saída do Egito para levantar um censo e contar quantos homens acima de vinte ano, pronto para a guerra havia em Israel. Foi contado segunda as suas tribos, famílias, nominalmente, “cabeça por cabeça”. (Números 1). No total foram contados seiscentos e três mil quinhentos e cinqüenta.
Contudo, entre eles, a tribo de Levi não foi contada. Porque Deus tinha uma função especial para eles. Essa tribo teria recebeu a incumbência de cuidar do tabernáculo do Testemunho, e de todos os utensílios, e de tudo o que lhe pertence. Eles o transportariam nas peregrinações no deserto e deveriam se acampar ao seu redor. Se outro israelita se aproximasse, não sendo levita, certamente morreria (Números 1:50,53).
V.2 – SEPARAÇÃO DAS DEMAIS TRIBOS
Dessa forma, o Senhor separou uma tribo, para cuidar exclusivamente das coisas sagradas. Deus mandou Moisés levantar um censo separado dos levitas para os consagrarem à Deus. “Conta os filhos de Levi, segundo a casa dos seus pais, pelas suas gerações; contarás a todo o varão, da idade de um mês e para cima” (Nm 3.15). Cada levita tinha sua função distinta de acordo com sua descendência familiar.
Eles foram contados e separados então, a partir dos três filhos de Levi: Gérson, Coate e Merari. Dos descendentes de Gérson foram contados sete mil e quinhentos, sendo a função destes cuidar do exterior do tabernáculo, sendo os vigias desse templo portátil. Dos descendentes de Coate foram oito mil e seiscentos e sua função ficou em cuidar dos vasos sagrados. E de Merari seis mil e duzentos e foram incumbidos da conservação do edifício físico do tabernáculo.
Deus dissera aos levitas que estes não repartiriam da mesma herança territorial que as demais tribos porque o Senhor disse “Eu sou a tua herança”. Eles teriam o dever e o privilégio de dedicar-se exclusivamente para as coisas concernentes a Deus.
Portanto os levitas foram dados a Arão para servir ao serviço sacerdotal. Eles deveriam servir a Deus e ao povo; tomar o cuidado de todos os utensílios do tabernáculo e administra-lo.
V.3 – CONSIDERAÇÕES SOBRE A ESCOLHA E SEPARAÇÃO
Outro aspecto importante de se destacar é que na tribo de Levi, Deus estava separando a nação como uma nação sacerdotal. Isso estava representado na dedicação de todos os primogênitos de todo o povo Israel. A razão dessa consagração está no episódio da matança dos primogênitos na terra do Egito em que Deus livrou os filhos de Israel. Ali Deus consagrou à Ele todos os primogênitos israelitas como propriedades exclusiva de Deus. Como diz Números 3.40:
“E disse o Senhor a Moisés: Conta todo o primogênito varão dos filhos de Israel, da idade de um mês e para cima, e toma o número dos seus nomes. E para mim tomarás os levitas (Eu sou o Senhor), em lugar de todo o primogênito dos filhos de Israel; e os animais dos levitas, em lugar de todo o primogênito entre os animais dos filhos de Israel.” (Nm 3.40).
CAPÍTULO 6
VI – INTRUÇÃO DA LEI
VI – A LEI (TORÁ)
A Lei, genericamente, pode ser entendida como um sistema estruturado de normas e regulamentos pelo qual uma sociedade é governada. “Na Bíblia, particularmente no Antigo Testamento, significa o código legal singular estabelecido por revelação direta de Deus, com o objetivo de orientar o seu povo em matéria como o culto de adoração, o relacionamento com o Criador e as relações interpessoais”. (YOUNGBLOOD, Ronald F, HARRISON, R. K. e BRUCE, F F., 2004, Dicionário Ilustrado da Bíblia, pg 840).
A Lei de Deus considerava a vida humana muito valiosa, haja vista que o homem fora criado à Imagem e Semelhança de Deus. (Gn 1:26). Em Israel, todos os crimes eram crimes contra Deus (1Sm 12:9-10). Esperava-se, portanto, que todo o povo servisse a Deus obedecendo Sua Lei, bem como que Deus como Justo Juiz, disciplinasse aqueles que violassem Sua Lei. A Lei de Deus pode ser classificada em três aspectos tendo em vista sua abrangência: Leis civis, morais e cerimoniais.
A INSTRUÇÃO DA LEI AO POVO
Cabia aos sacerdotes a instrução da Lei: “Eles ensinarão tuas decisões, a Jacó, tuas instruções a Israel” (Dt 33:10). Sua função de ensino da Lei fica clara em diversas passagens bíblicas como a de Jeremias 18:18: “A Torá não faltara ao sacerdote, nem o conselho ao sábio, nem a palavra ao profeta”. O sacerdote, ao ensinar a Torá é um “mensageiro de Yahvé Sabaot” (Ml 2:7).
Esse ensino estava, naturalmente, acontecendo no santuário, ao qual o sacerdote estava ligado e onde se ia em peregrinação oferecer um sacrifício ou simplesmente consultar o oficiante. Desde nos tempos da peregrinação no deserto no tabernáculo, até o Templo antes exílio. Os sacerdotes se tornaram os mestres da moral e da religião.
Após o exílio, o ensinamento da Torá, deixou de ser monopólio dos sacerdotes, os levitas também tornaram-se pregadores do povo. O ensino também foi feito fora do culto, nas sinagogas e os escribas e doutores da Lei passaram também a ensinar.

CAPÍTULO 7
VII – CULTO ATUAL
O culto atual manifesta a Glória da Última Casa que foi predito pelo profeta Ageu (Ag 2.9) já que agora o culto é manifestado pela presença do Próprio Deus na pessoa do Espírito Santo. O culto que no Velho Testamento era símbolo do culto perfeito na eternidade e apontava para Aquele que é, que era e que há de vir. Por isso hoje o culto bíblico é centrado totalmente na Pessoa de Cristo, como Senhor dos Senhores e Salvador da Igreja.
O verdadeiro culto a Deus é feito “em Espírito e em Verdade”, são a estes adoradores (verdadeiros) que o Pai procura (Jo 4:24). O culto que a Bíblia diz que agrada a Deus deve apresentar três aspectos principais: Primazia à Palavra de Deus, Cristo como o Centro da Adoração e Adoração movida pelo Espírito Santo de Deus.
A atual liturgia da maioria das igrejas protestantes e reformadas, as conhecidas evangélicas, são semelhantes: apresentam momentos de músicas e louvores a Deus, momento de oração e pregação da Palavra. Diferenciando-se muito da missa católica e do ritual judaico do Velho Testamento.
Mas o que os Reformadores muito se esforçaram para fazer, a Igreja Pós-Moderna tem se olvidado aos poucos e tem dado brecha para conceitos anti-bíblicos influenciar o Santo Culto a Deus.
Muitos cultos em igrejas evangélicas têm demonstrado um evangelho de interesses nos benefícios de Deus para o homem. É um evangelho hedonista onde o que fala mais alto é o bem-estar do sujeito. Nem que para isso Deus tenha que ser “constrangido a me abençoar” devido “a minha grande fé” apresentada nas campanhas de prosperidade financeira, curas, milagres e outras.
Outro aspecto triste é a presença dos olhares nos cultos centralizados em líderes carismáticos que influenciam multidões a segui-los cegamente. Mesmo que para isso seja preciso lançar mão de todo o bom senso, mente racional dada por Deus e a própria Palavra.
Todo esse emocionalismo direcionado ao hedonismo e individualismo também merece a atenção devida dos cristãos, uma vez que Deus é bem claro quanto a sua exigência ao culto: um culto racional (Rm 12:1) seguido de uma vida que adore em vida cristã prática, pois Ele bem explicitou: Obediência quero, e não sacrifícios (1 Sm 15:22).

CONCLUSÃO
Diante de tudo que vimos neste trabalho, podemos compreender que para adorarmos a Deus, é necessário entendamos quais são os requisitos divino para o culto que Deus quer receber. É importante para nós entender tal ponto, uma vez que atualmente corremos um grande perigo – que é das pessoas quererem dedicar a Deus um culto da sua própria maneira.
Além disso, a tendência à adoração hedonista tem crescido nos templos pós-modernos. O homem tem cultuado a si mesmo esquecendo-se do objeto de adoração que é o Cristo Ressurreto. A cruz é a senda da adoração pela qual o homem encontra-se com o divino.
Diante disso vemos a importância de se estudar o tabernáculo e as ordenanças do Senhor a Moisés e no decorrer da sua Palavra.
O culto verdadeiro a Deus é em Espírito e em verdade (Jo 4:24). O culto que Deus anseia receber é o culto racional que é a (Rm 12:1-2) nossa vida totalmente entregue nos Altar da Adoração como sacrifício totalmente queimado (holocausto).

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

BÍBLIA. A BÍBLIA SAGRADA, traduzida em português por João Ferreira de Almeida, Edição Revista e Corrida, 1995, 857 p.
BÍBLIA. BÍBLIA SHEDD, traduzida em português por João Ferreira de Almeida, 2 ed versão revista e atualizada no Brasil. São Paulo: 1997, 1949 p.
BÍBLIA SAGRADA NVI, traduzida pela comissão da Sociedade Bíblica Internacional, São Paulo: 2003.
ALMEIDA, Abraão Pereira de. O Tabernáculo e a Igreja. 5. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1992 144 p.
FEITOSA, Reuel P. A Tenda da Revelação. Belo Horizonte: Betania, 2009 137 p.
GILBERT, Floyd Lee. A pessoa de Cristo no Tabernáculo. São José dos campos: Fiel, 1987, 170 p.

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