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sábado, 17 de maio de 2014

Origem da Alma


Marcelo Berti
CRISTÃO POR CONFISSÃO, BIBLICISTA POR PROFISSÃO, EVANGÉLICO POR CONVICÇÃO, REFORMADO POR REFLEXÃO E ESTUDANTE DE TEOLOGIA POR PRAZER, MARCELO BERTI É EDITOR DO TEOLOGANDO E MESTRANDO EM TEOLOGIA NO DALLAS THEOLOGICAL SEMINARY.COMO ESTAMOS ESTUDANDO, AS QUESTÕES MAIS DIFÍCEIS EM SE RESPONDER SÃO AQUELAS QUE DIZEM RESPEITO ÀS ORIGENS DOS FATOS. É COMUM OBSERVARMOS AS PESSOAS E AFIRMARMOS COM CERTEZA: “ESTE HOMEM, PARA QUE SEJA HOMEM, COM ABSOLUTA CERTEZA TEM UMA ALMA“.

Mas é muito complicado tentar responder a pergunta: “De onde veio a alma deste indivíduo?“. Tentar responder essa pergunta não é uma atitude recente. Cristãos antes de nós já o tentaram fazer, mas todos de maneira insuficiente. Assim, é importante reconhecer as diversas opiniões sobre o assunto.

A.           Preexistencialismo

A teoria da preexistência é uma tentativa de responder a pergunta em pauta de uma perspectiva especulativa. Para os defensores do preexistencialismo, as almas dos homens já existiam em um estado anterior, e qualquer deficiência moral que demonstrasse neste estado, teria grande implicação na vida material desta alma (espiritismo, panteísmo). Alguns ícones teológicos desse pensamento são: Orígenes, Scotus Erígena e Júlio Muller.
Em alguns dos representantes da filosofia grega que adotavam esse ponto de vista, como Platão e Filo, pode-se encontrar razões diferentes. Platão tinha em mente explicar que a Alma possui informações e conhecimentos não derivados dos sentidos. Filo, pretendia compreender a prisão de sua vida, o corpo. Esses pensamentos acabaram por influenciar Orígenes, que tentou explicar a disparidade de condições em que os homens entram no mundo.
Nas formas mais modernas desse pensamento, podemos encontrar Kant e Júlio Müler. Para eles a depravação da vontade, ou sua deficiência moral, só pode ser real a partir de um ato pessoal de autodeterminação em um estado anterior ao da vida material. Assim, todos os homens que vivem materialmente, tem suas definições finais determinadas por esse ato pré-temporal.

Objeções à teoria da preexistência

Podemos fazer as seguintes objeções à este pensamento:
  • Em primeiro lugar essa corrente ideológica é vazia de bases bíblicas e filosóficas (Berkhof);
  • Esse pensamento tem origem na visão dualista entre matéria e espírito, ensinado pela filosofia pagã; (Berkhof)
  • Se a alma é preexistente, e apenas um ato consciente de autodeterminação poderia explicar as deficiências morais do homem, como não temos a menor lembrança desse estágio? (Strong)
  • Se a alma é preexistente, mas não é consciente de sua existência nem pessoal para tomar decisões, ela deixa de explicar as deficiências morais do homem; (Strong)
  • A existência anterior não tem qualquer fundamento escriturístico;
  • Conflitante com a perspectiva bíblica sobre punição eterna;

B.            Criacionismo

A teoria  criacionista afirma que Deus cria diariamente almas para acoplar em corpos que estão sendo gerados. A tentativa desta teoria é responder a pergunta em pauta de uma perspectiva filosófica, mas com fundamentação bíblica. Alguns teólogos que defendem tal posição são: Berkhof, Hodge, Jerônimo e Pelágio.
Os dois últimos são símbolos de uma geração antiga de pensadores cristãos, que influenciados pelos pensamentos de Aristóteles, chegaram a conclusão que Deus criou imediatamente a alma de cada ser humano e a uniu a um corpo, na concepção, no nascimento, ou em algum momento entre esses dois eventos.
Hodge e Berkhof tem pensamento semelhante ao demonstrado acima. Sobre isso Berkhof afirma que “cada alma individualmente deve ser considerada como uma imediata criação de Deus, devendo sua origem a um ato criador direto, cuja ocasião não se pode determinar com precisão“.

Argumentos a favor do criacionismo

Normalmente são encontrados três grandes argumentos em prol  deste pensamento:
  • Na criação é demonstrada que existe diferença entre a origem do corpo e da alma. No decorrer das evidências bíblicas é possível notar que sempre existe algum tipo de separação entre esses dois aspectos (Z.21.1; Is.42.5, Nm.16.22; Hb.12.9);
  • Este pensamento esmera-se em manter una a alma, visto que é indivisível;
  • No tocante a Jesus Cristo, como homem completo, o pensamento responde de melhor maneira o fato de que Cristo não participou do pecado;

Objeções à teoria Criacionista

Como observado, o criacionismo é, em síntese, a declaração da criação direta de Deus para cada alma. Sobre isso pode-se objetar que:
  • Se Deus é o responsável pela criação das almas, e estas tem tendências depravadas, faz com que Deus seja diretamente autor do mal moral;
  • Se as almas são criadas absolutamente puras, Deus é culpado indiretamente pela criação do mal moral, pois permite que uma alma pura venha a se perverter em um corpo depravado que, com obviedade, a corromperia;
  • Se o pai natural é apenas responsável pelo corpo, os animais tem maior dignidade que os homens, pois reproduzem segundo sua própria imagem;
  • A atividade criadora de Deus parece ter sido interrompida após a criação do homem, completo com alma.
  • A criação de Eva é bem demonstrada pelo escritor bíblico. Nesta criação não se fala nada sobre a origem da alma da Eva;

C.           Traducionismo

O traducionismo responde a pergunta em pauta a partir de uma perspectiva tanto bíblica como filosófica. Entretanto, as considerações do traducionismo encontram mais fortes evidências na literatura bíblica, ao contrário do criacionismo. Porém é valido demonstrar que o traducionismo e o criacionismo são opções encontradas na história da igreja, e em ambos lados é defendida por cristãos. O criacionismo foi a teoria grandemente aceita pelo oriente, enquanto o traducionismo, pelo ocidente. Segundo Chafer, “a questão sempre foi de opinião pessoal e não tem como base uma separação teológica” (Vol. II, pp.582).
O traducionismo afirma que “a raça humana foi criada imediatamente em Adão e, com relação tanto ao corpo como à alma, propagou-se a partir dele por geração natural, e todas as almas desde Adão são apenas mediatamente criadas por Deus, o sustentador das leis de propagação que foram originariamente estabelecidas por ele[1]“. Ou seja, a alma tem origem a partir do momento da concepção, em um processo natural, e são transmitidas de pais para filhos. Alguns dos representantes dessa corrente são: Tertuliano, Rufino, Apolinário, Gregório de Nissa, Lutero, H.B. Smith, Augustus Hopkins e Charles Ryrie.

Argumentos a favor do traducionismo

Vários argumentos poderiam ser demonstrados, tais como:
  • Está em harmonia com o relato da criação, pois Deus soprou uma única vez o fôlego da vida no homem, e deixou que ele se reproduzisse (Gn.1.28, 2.7); a criação da alma de Eva estava incluída na de Adão (Gn.2.23; cf. 1Co.11.8);
  • A bíblia afirma que os descendentes foram formados da carne de seus pais (Gn.46.26; Hb.7.9, 10; cf. Jo.3.6, 1.13; Rm.1.3; At.17.26)
  • Explica de maneira mais satisfatória a transmissão da depravação moral e espiritual, que é assunto da alma, e não do corpo;

Objeções à teoria Traducionista

Vários argumentos poderiam ser demonstrados, tais como:
  • Se Deus só age mediadamente em relação a sua obra criativa, após a criação, que será, então a regenereação?
  • “A teoria leva a dificuldades insuperáveis a cristologia. Se em Adão a natureza pecou globalmente, e esse pecado foi, portanto, o verdadeiro pecado de cada parte dessa natureza, não se pode fugir a conclusão de que a natureza humana de Cristo também foi pecadora e culpada, porque teria pecado de fato em Adão” (Berkhof, pp.183).

D.           Um convite à Cautela

Como foi demonstrado, dentre as variantes consideráveis como resposta à questão que reporta-se à origem da alma, apenas uma é completamente descartável, a preexistência, visto ser repleta de falácias filosóficas e raízes lançadas em um panteísmo oriental, que em formas modernas atinge o espiritismo. Entretanto, o traducionismo e o criacionismo tem formas mais aceitáveis, embora sejam contraditórias entre si.
É notório que não existe respaldo bíblico suficiente e definitivo em favor nem de uma nem de outra teoria, e que logicamente ambas podem ser sustentados com louvor, o correto é apelar para uma tentativa de cautela no estudo destes fatos. Charles Swindoll, em seu livro “O mistério da vontade de Deus” afirma que “o problema dos jovens teólogos é que eles querem desvendar o inescrutável“. Uma vez que não temos tamanha clareza a partir dos relatos bíblicos, não devemos buscar sabedoria além do que por Deus foi dado a conhecer em sua revelação.
Entretanto, deve-se ressaltar que o traducionismo merece maior consideração visto que reporta-se melhor ao testemunho das escrituras a respeito deste fato.  As explicações a favor do traducionismo são superiores às suas objeções. E suas objeções tem resposta bíblica, sem que seja necessário interpolação teológica para obtê-la.

[1] STRONG, Augustus Hopkins. Teologia Sistemática. Vol. II, pp.59

Alma 1 - Preexistencialismo 2 - Traducionismo 3 - Criacionismo

A origem da Alma No Indivíduo.


Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia-GO
Classe de Doutrina II – Quem É O Homem Para Que Dele Te Lembres?
Professores: Pr. Hélio O. Silva e Presb. Baltazar M. Morais Jr.
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Aula 06 = A Origem da Alma no Indivíduo 27/03/2011.
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1. PREEXISTENCIALISMO.
Alguns teólogos especulativos da escola alexandrina defendiam que as almas dos homens existiam num estado anterior, e que certas ocorrências naquele primeiro estado explicam a condição em que essas almas se acham agora.
Objeções:
(a) É absolutamente vazia de bases bíblicas e filosóficas e, pelo menos nalgumas de suas formas, baseia-se no dualismo de matéria e espírito como ensinado na filosofia pagã, fazendo da ligação da alma com o corpo uma punição para a alma.
(b) Faz do corpo uma coisa acidental porque a alma estava inicialmente sem o corpo, recebendo-o posteriormente. O homem era completo sem o corpo. Isto elimina virtualmente a distinção entre o homem e os anjos.
(c) Destrói a unidade da raça humana, pois presume que todas as almas individuais existiam muito antes de entrarem na vida presente. Elas não constituem uma raça. (d) Não acha suporte na consciência do homem. O homem absolutamente não tem consciência de uma tal existência anterior; tampouco sente que o corpo é uma prisão ou um lugar de punição para a alma. De fato, ele teme a separação de corpo e alma como uma coisa antinatural.

2. TRADUCIONISMO.
De acordo com este conceito, a alma do homem, de semelhante modo ao corpo, origina-se mediante reprodução, ou seja, as almas dos homens são reproduzidas juntamente com os corpos pela geração natural e, portanto, são transmitidas pelos pais aos filhos. Desde os dias de Lutero o traducionismo tem sido o conceito geralmente aceito pela Igreja Luterana. Entre os reformados contemporâneos (calvinistas), tem o apoio de H.B. Smith e W. G. T. Shedd. E no congregacionalismo: A. H. Strong.

a. Argumentos em favor do traducionismo.
(1) A linguagem descritiva bíblica parece favorecer o traducianismo:
(a) Deus soprou uma única vez nas narinas no homem o fôlego de vida, e depois deixou que o homem reproduzisse a espécie, Gn 1.28; 2.7;
(b) a criação da alma de Eva estava incluída na de Adão, desde que se diz que ela foi feita “do homem” (1 Co 11.8); nada se diz acerca da criação da sua alma separadamente em Gn 2.23;
(c) Deus cessou a obra de criação depois de haver feito o homem, Gn 2.2; e
(d) Os descendentes estão nos lombos dos seus pais, Gn 46.26; Hb 7.9,10. E ainda Jo 3.6; 1.13; Rm 1.3; At 17.26.
(2) tem o apoio da analogia da vida vegetal e animal, em que o aumento numérico é assegurado, não por criação imediata direta, mas pela derivação natural de novos indivíduos de um tronco paterno. Porém veja o Sl 104.30.
(3) A teoria também tem apoio na herança genética de peculiaridades mentais e tipos familiais (traços físicos e mentais individuais).
(4) Finalmente, ela parece oferecer uma base mais simples para a explicação da herança da depravação moral e espiritual, que é assunto da alma, e não do corpo.

b. Objeções ao traducionismo. 
(1) É contrária à doutrina filosófica da simplicidade da alma. A alma é uma substância puramente espiritual que não admite divisão. A reprodução da alma pareceria implicar que a alma do filho se separa de algum modo da alma dos pais. Além disso, levanta-se a questão se ela se origina da alma do pai ou da mãe. Ou provém de ambos? Sendo assim, não é um composto?
(2) para evitar a dificuldade recém-mencionada, esse conceito tem que recorrer a uma destas três teorias:
(a) que a alma da criança teve uma existência anterior, uma espécie de preexistência;
(b) que a alma está potencialmente presente na semente do homem ou da mulher ou de ambos, o que é materialismo; ou
(c) que a alma é produzida, isto é, criada de algum modo pelos pais, o que faz deles criadores, em certo sentido.
(3) O traducionismo parte do pressuposto de que, depois da criação original, Deus só age mediatamente, uma vez que depois dos seis dias da criação a Sua obra criadora cessou.
(4) Geralmente se alia à teoria do realismo, uma vez que é o único modo pelo qual pode explicar a culpa original.
(5) Finalmente, na forma imediatamente acima indicada, a teoria leva a dificuldades insuperáveis na cristologia. Se em Adão a natureza humana pecou globalmente, e esse pecado foi, portanto, o verdadeiro pecado de cada parte dessa natureza humana, não se pode fugir à conclusão de que a natureza humana de Cristo também foi pecadora e culpada, porque teria pecado de fato em Adão.

3. CRIACIONISMO. 
A teoria do criacionismo sustenta que Deus cria uma nova alma por ocasião do nascimento de cada indivíduo. Deste modo, cada alma individual deve ser considerada como uma imediata criação de Deus, devendo a sua origem a um ato criador direto. A alma é, supostamente, uma criatura pura, mas unida a um corpo depravado. Não significa necessariamente que a alma é criada primeiro, separadamente do corpo, corrompendo-se depois pelo contato com o corpo, o que pareceria pressupor que o pecado é algo somente físico.

a. Argumentos em favor do criacionismo. São as seguintes, as mais importantes considerações em favor dessa teoria:
(1) É mais coerente com as descrições gerais da Escritura, que o traducionismo. O relato original da criação indica marcante distinção entre a criação do corpo e a da alma. Aquele é tomado da terra, ao passo que esta vem diretamente de Deus. Esta distinção se mantém através de toda a Bíblia, onde o corpo e a alma não somente são apresentados como substâncias diferentes, mas também como tendo origens diferentes, Ec 12.7; Is 42.5; Zc 12.1; Hb 12.9. Cf. Nm 16.22. Da passagem de Hebreus, mesmo Delitzch, apesar de traducionista, diz: “Dificilmente poderá haver um texto-prova mais clássico em favor do criacionismo”.
(2) É claramente mais coerente com a natureza da alma humana, que o traducionismo. A natureza imaterial e espiritual e, portanto indivisível, da alma do homem, geralmente admitida por todos os cristãos, é expressamente reconhecida pelo criacionismo.
(3) Evita os perigos latentes que corre o traducionismo na área da cristologia.

b. Objeções ao criacionismo. O criacionismo expõe-se às seguintes objeções:
(1) A objeção mais séria é exposta por Strong com as seguintes palavras: “Se essa teoria admite que a alma era possuída originalmente de tendências depravadas, faz de Deus o autor direto do mal moral; se ela sustenta que a alma foi criada pura, faz de Deus indiretamente o autor do mal moral, ensinando que Ele introduz essa alma pura num corpo que inevitavelmente a corromperia”. Esta é, indubitavelmente, uma séria dificuldade, e geralmente é considerada como o argumento decisivo contra o criacionismo. Agostinho já tinha chamado a atenção para o fato de que o criacionista devia procurar evitar este risco. Deve-se ter em mente, porém, que, ao contrário do traducionista, o criacionista não considera o pecado original inteiramente como matéria de herança. Os descendentes de Adão são pecadores, não como resultado de serem postos em contato com um corpo pecaminoso, mas em virtude do fato de que Deus lhes imputa a desobediência original de Adão. E é por essa razão que Deus retira deles a justiça original, seguindo-se naturalmente a corrupção do pecado.
(2) O criacionismo considera que o pai terreno gera somente o corpo do seu filho – certamente não a parte mais importante da criança – e, portanto, não explica o reaparecimento das características morais e mentais dos pais nos filhos.
(3) O criacionismo não está em harmonia com a relação atual de Deus com o mundo e com a Sua maneira de agir nele, visto ensinar uma atividade criadora direta de Deus, e assim ignora o fato de que Deus presentemente age por meio de causas secundárias e cessou Sua obra criadora. Esta objeção não é muito grave para os que não têm uma concepção deísta do mundo. É uma pressuposição gratuita, dizer que Deus cessou a Sua atividade criadora no mundo.

OBSERVAÇÕES FINAIS.
a. Requer-se cautela ao falar sobre este assunto. Deve-se admitir que os argumentos de ambos os lados são muito equilibrados, apresentando peso igual. A Bíblia não faz nenhuma afirmação direta a respeito da origem da alma do homem, exceto no caso de Adão. Não pretendamos sabedoria acima daquilo que está escrito.

b. Alguma forma de criacionismo merece preferência. Parece-nos que o criacionismo merece preferência porque (1) não encontra a insuperável dificuldade filosófica que pesa sobre o traducionismo; (2) evita os erros cristológicos que o traducionismo envolve; e (3) harmoniza-se mais com a nossa idéia de aliança.

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Bibliografia: Louis Berkhof, Teologia Sistemática, ECC, p. 188-194./ Heber Carlos de Campos, Antropologia Bíblica, p. 26-29 (não publicado) / M. E. Osterhaven, “Alma”; Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã, vol.1, Vida Nova, p.48,49.